Área de atuação

Advogado especialista em multipropriedade

Defesa de compradores de multipropriedade e timeshare, em todo o Brasil. Contrato assinado sob pressão no estande de férias tem caminhos de saída, e a diferença entre recuperar quase tudo ou quase nada está em quando e como agir.

Situações atendidas

O que aconteceu na sua compra

Status · Situação
  • ESTANDE Assinou num estande de férias, depois de horas de apresentação, e se arrependeu
  • 7 DIAS Está dentro da primeira semana e quer sair agora
  • SEM VAGA Nunca consegue agendar a semana que comprou
  • TAXAS Condomínio e taxas muito acima do que foi prometido na venda
  • RETENÇÃO A empresa aceita cancelar, mas quer devolver quase nada
  • FRUIÇÃO Cobram "taxa de uso" de um imóvel que você nunca ocupou
  • NEGATIVADO Parou de pagar por conta própria e o nome foi negativado

A multipropriedade tem regras próprias no Código Civil, na Lei das Incorporações e no CDC. Os limites de retenção e o direito de arrependimento existem, e quando a empresa os ignora, cabe ação na Justiça.

Atenção

O que mudou nos casos de multipropriedade

O STJ apertou a conta da taxa que mais corrói a devolução, e o direito de arrependimento tem forma certa de ser usado. Quem assina o termo de quitação da empresa sem análise fecha as duas portas.

STJ ·

A taxa de fruição não pode engolir a devolução

A empresa costuma calcular a "taxa de uso" sobre todo o período do contrato. O STJ decidiu que, em multipropriedade, ela deve ser proporcional ao período em que o imóvel foi efetivamente ocupado ou disponibilizado: quem comprou uma semana por ano não pode ser cobrado como se o imóvel fosse dele o ano inteiro.

No mesmo mês, o tribunal reafirmou a retenção de 25% como patamar adequado para custos administrativos. Guarde tudo que mostre que a unidade nunca ficou à sua disposição.

LEI DAS INCORPORAÇÕES · 7 DIAS

O arrependimento devolve tudo, mas tem forma certa

Contrato assinado em estande, hotel ou fora da sede da empresa permite arrependimento em 7 dias, com devolução de todos os valores, inclusive a comissão de corretagem que costuma ser disfarçada de "sinal".

O jeito de exercer é decisivo: carta registrada com aviso de recebimento, valendo a data da postagem. Telefonema não serve, e e-mail sozinho é arriscado. Passado o prazo, o contrato vira irretratável e o caminho muda de figura.

O resultado prático é um só: a data e a forma decidem quanto volta. Dentro dos 7 dias, a carta com AR recupera tudo. Depois, a briga é sobre percentuais, corretagem e a base da fruição, e uma quitação assinada sem análise fecha essa discussão.

Como funciona

O caminho do seu caso

PRIMEIRO

Você conta o que aconteceu

Manda o relato e os documentos que tiver, do jeito que estiverem.

DEPOIS

Análise do caso

Eu leio o que você mandou e te explico o que dá para fazer.

SE VOCÊ QUISER

Contrato pelo celular

Contrato e procuração são digitais. Você não precisa ir até o escritório.

ATÉ O FIM

Acompanhamento do processo

As novidades do processo chegam pelo mesmo canal do atendimento.

Documentos

O que juntar antes de falar comigo

Quanto mais documento você tiver, mais forte fica o caso. Em multipropriedade, a diferença entre o que foi prometido no estande e o que está no papel é o coração da discussão.

O contrato e a venda

  • Contrato completo com o quadro-resumo e todos os anexos
  • Folhetos, apresentações e materiais recebidos no estande
  • Mensagens trocadas com os vendedores, com as promessas feitas
  • Comprovantes de tudo que foi pago, separando o "sinal" que virou corretagem
  • A planilha de cancelamento ou termo de distrato oferecido pela empresa, sem assinar

O uso, ou a falta dele

  • Prints e e-mails das tentativas de reserva negadas ou sem vaga
  • Comprovantes das taxas de condomínio e manutenção pagas
  • Tudo que mostre que a unidade nunca foi ocupada ou disponibilizada a você
  • Carta de arrependimento com aviso de recebimento, se você chegou a enviar
  • Comprovante da negativação, se houve

Faltou algum desses documentos? O caso não está perdido por isso. Mas a falta precisa ser avaliada antes de entrar com a ação, e não depois.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Preciso ir até Barretos para contratar?

Não. Contrato e procuração são assinados digitalmente, de onde você estiver no Brasil. O atendimento presencial em Barretos existe e funciona com hora marcada, mas é opção, não obrigação.

Assinei há menos de 7 dias. Como saio com tudo de volta?

Poste hoje uma carta registrada com aviso de recebimento comunicando o arrependimento: vale a data da postagem, e o prazo de 7 dias é improrrogável. Nesse cenário a lei manda devolver todos os valores pagos, inclusive a corretagem. Mande também por e-mail em paralelo e guarde o comprovante de postagem: a prova de que você agiu no prazo é sua.

Já passaram os 7 dias. Perdi tudo?

Não, mas a saída muda. Os caminhos são o distrato negociado, a resolução por culpa da empresa quando ela descumpriu o que vendeu, a desistência com as retenções da lei, ou a anulação por vício na venda. Existe ainda uma saída pouco usada: apresentar um comprador substituto que assuma o contrato, o que afasta a multa. O que não se deve fazer é assinar o termo de quitação da empresa sem análise: ele fecha a discussão dos valores.

Quanto a empresa pode reter no cancelamento?

A lei fixa tetos: a corretagem integral, multa de até 25% do que foi pago (até 50% quando há patrimônio de afetação comprovado) e, pelo período em que a unidade esteve à sua disposição, condomínio, impostos e taxa de fruição. São tetos, não resultado automático: os tribunais reduzem com frequência quando a empresa não demonstra os custos que alega, e o STJ reafirmou em 2026 os 25% como patamar adequado. Cada planilha precisa ser conferida item a item.

Cobraram taxa de fruição de um imóvel que nunca usei. Pode?

Esse é o item que mais corrói a devolução, e o mais atacável. O STJ decidiu em 2026 que a fruição deve ser proporcional ao período em que o imóvel foi efetivamente ocupado ou disponibilizado, e não ao contrato inteiro: quem comprou uma semana por ano não pode pagar como se usasse o imóvel o ano todo. Guarde as tentativas de reserva negadas: são a prova de que a unidade nunca esteve à sua disposição.

Fui pressionado na venda. Isso anula o contrato?

Depende da prova, e é honesto dizer que os tribunais divergem. Há decisões anulando contratos por venda agressiva e omissão de informação, com devolução integral, e há decisões mantendo o contrato assinado por pessoa capaz que pagou as parcelas por meses sem reclamar. O que decide é o conjunto: gravações, mensagens, folhetos, a diferença entre o prometido e o escrito, e a rapidez com que você reclamou.

Posso simplesmente parar de pagar as parcelas?

Não por conta própria. Com o contrato ativo, a empresa pode cobrar e negativar seu nome, e isso complica o caso. O caminho é pedir na Justiça a suspensão das cobranças e a proibição da negativação enquanto o cancelamento é discutido, medida que depende das provas apresentadas.

Meu caso vai para o Juizado Especial ou para a Justiça comum?

Contratos de multipropriedade costumam envolver dezenas de milhares de reais e prova documental extensa, o que leva a maioria dos casos à Justiça comum. Pedidos menores e isolados, como a devolução de uma taxa específica, podem caber no Juizado.

Atendimento digital em todo o Brasil

Comprou nas férias, sob aplausos, e a conta chegou depois?

Me manda o contrato e a planilha que a empresa te ofereceu. O caso é analisado antes de qualquer contratação.

Analisar Meu Caso
Contrato e procuração digitais Acompanhamento do processo Presencial em Barretos com hora marcada